
quarta-feira, 23 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
A ausência da existência

A perfeita rotina tomou-me, sem dar-me a chance de revidar. Música alta ou poluição sonora se encontram com o suor escorrendo de minha testa. Isso é mais que um pandemonio, é a improdutividade que a meu pescoço leva suas mãos e aperta-o sufocando-me, e dando-me o prazer da sobreviência. Os clichês diários dessa vida civilizada se encontram em cada canto espalhado dentre essas paredes que já demonstram o seu canssaço, percorro por eles na tentativa de alegrar-me com o pouco que tenho. Presenciando um espetáculo grotesco, onde a apatia cativa o público, a verdadeira sabodoria é áquela que inibe nosso gozo, e sem poder sentir e enxergar, as pessoas mantém o reflexo da sabedoria humana vivo em seus corpos. Recorro às minhas espectativas perante nossa história, deixo a impertinência possuir minha mente, a loucura anunciar sua chegada, e a desobediência pede para ser liberta. Construções idologicas desabam quando percebem sua neutralidade, qual seria a minha arma? Mais uma vez me desencontro comigo, relaciono o momento com o parasitismo. Somos lançad?s para cima e para baixo, desorientad?S mantemos nossas idéias, acreditando serem verdades absolutas. Quem me prova está certo? Quem me aprova por está errado? O verdadeiro veste o falso. Nossa falsidade em omitir os fatos serve de veste para confiança. Quem teria coragem de assumir seus atos, todos por completo, sem esconder de si mesm? ? A estruta na qual se baseia a confiança dos tempos modernos destrói nossa capacidade psicológica de encararmos a nossa realidade. E seria hoje a melhor forma que vejo dentro de tudo isso que ainda deveria ser mantida, a transparência.Gozo em ver pessoas em movimento e com animos irredútiveis ao presente, provocando em si mesmas a necessidade do reconhecimento de sua utilidade, de uma auto-afirmação da sua capacidade produtiva em meio ao parasitismo castrador de nossos atos impulssivos que jamais deveriam ser reprimidos, talvez controlados, caso a consequência seja negativamente aceita tanto pelo feitor como pelo receptor. Estou falando sobre a inconsequência de nossos atos que acabam por machucar de alguma forma outras pessoas, e que não venha a ter positivismo algum. Sei que só em escrever esse conceito que tenho - embora poucas vezes consigo leva-lo em consideração - acabo por inimibir de certa forma a espontaneidade nas pessoas. Mas que fique bem claro que temos o que somos, e podemos reproduzir o que somos e aceitar as consequência por sermos o que fazemos. Não reprima seus comportamentos impulssivos e inconsequentes, mas caso queria manter-se dentro de um grupo de pessoas - consideradas amigas ou até mesmo meros seres humanos com os quais as vezes sentimos a necessidade de nos relacionarmos por motivos maiores(2º intenções) - seria bom controlá-los. Seria bom conseguir me manter em um campo produtivo, onde estivesse com idéias fervulhando em minha mente, mas muitas das vezes que penso em produções, sou depredado por uma deficiência que ainda não conseguir abstraí-la, tal deficiência faz parte do ser humano civilizado, estou falando do comodismo, da busca incessante pelo conforto. Acreditamos que o nosso caminho limitasse a morte, porém, eu vejo a improdutividade como um estágio vegetativo do ser humano, no qual acabamos por ficarmos alienados em nossas ações do dia-a-dia, adiamos a chegada da morte.Quando falo em nos mantermos produtiv?s, quero dizer-lhes para evitarmos o descanso, esquivar-nos da inércia. Algo se torna produtivo quando seu efeito objetiva atingir campos externos, que seu sinonimo seja a capacidade de realizar ações que não estejam inclusas no grupo das atividades rotinárias encarregadas de nossa sobrevivência social - atividades(escola, trabalho...) que temos que nos submeter caso queiramos ter recursos para por em prática o que temos em teoria. Estamos sob um regime anti-liberal que muitas vezes acaba sendo usado como um escudo de defesa para justificarmos o fato de não estarmos produzindo. Pessoas que trabalham a semana toda, e no final de semana ao invés de procurarem algo de produtivo para fazer, para sentir sua própria presença no meio dessa balbúrdia social, preferem ir para shows(festas) de bandas com letras/pessoas com postura libertária, e com isso se iludem de que não estão contribuindo com o que nos incomoda - esse sistema autoritário que massifica suas idéias na sociedade - mas seria mera ilusão, pois se você não se opõe a ele produzindo algo que atinja-o intervindo no seu processo de expansão ideológica, acaba se opondo a nós. Falando de um fator que tenho uma maior aproximidade por está frquentemente acompanhando de perto o "desembolar" dessa grande bola de cabelo, os shows de bandas com propostas de levar as pessoas ao campo de contestação e inconformidade com os fatos que os cercam. Hoje em dia se tornou viável realizar um evento musical, e por se tornar tão viável, novos campos surgiram para explorarmos. Com a facilidade que temos atualmente em organizarmos um evento musical, estamos com o corpo livre para nos preocuparmos com as atividades além dáquelas referente a banda, me refiro a palestras, oficinas, debates, etc...Um dia um amigo meu me perguntou por que eu estava sumido dos shows, e o motivo pelo qual isso vem acontecendo é por eu está cansado de ver as mesmas coisas sempre - bandas anciosas para tocar e agradar ao maior número de pessoas possível, e elevar seu nome na lista de "bandas legais". Mas últimamente tenho sentido uma energia das pessoas que me rodeiam, de fazerem eventos extras musicais, e isso tem me alegrado profundamente. Acho que quem se diz preucupar-se com o bem-estar das pessoas, deveriam passar a acentuar essa parte que ainda não está sendo muito explorada, "atividades extras musicais"(hehehe). Procurar fazer um evento que interaja mais com as pessoas, fazendo palestras, oficinas, exibindo videos, distribuindo textos(panfleto), isso tornaria os shows mais interessantes e divertidos.Apesar de eu tanto criticar essa improdutividade musical(hehehe) eu não tenho feito porra nenhuma para que essa situação tenha um fim.Hoje em dia - felizmente - considero uma banda não por sua musicalidade e sim por um conjunto de fatores que a torna um ponto a ser questionado. Então, eu não toco em banda nenhuma (ris ris ris)
- Oi!
- Oi!
- Te conheço da onde?!- Lembra não?
- Claro que não né?! Se eu lembrasse não teria feito essa pergunta.
- Orra, no dia você não tava tão agressiv? assim.
- Não estou e nem sou agressiv?, mas não consigo manter minha paciência com gente incoveniente que nem você
- Vai tomar no cú então!
- Depois eu que sou agressiv? né?
- Não estou sendo agressiv? com você, só estou tentando te agradar a altura.
- Tá afim de andar não? Bater perna puraculá.
- È impressão minha ou você ta me flertando?
- È impressão sua, quem manda ser puritan?.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Assim
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